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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Aluno do MIT desenvolve algoritmo que prevê assuntos populares no Twitter

A descoberta do professor Devavrat Shah e do estudante Stanislav Nikolov pode ser de relevância para o Twitter, que pode explorar possibilidades comerciais a partir da antecipação de assuntos populares, como a venda de anúncios relacionados a temas que entrarão para a lista dos mais comentados do momento. O algoritmo também representa uma nova abordagem em análises estatística já que, em teoria, pode ser aplicado a qualquer número que varie ao longo do tempo como a duração de uma viagem, a venda de ingressos para o cinema e provavelmente até preços de ações na bolsa. 

Como todo algoritmo, o desenvolvido por Shah e Nikolov precisa ser treinado, o que significa especificar determinados padrões a serem considerados. "É um modelo muito simplista", define o professor, explicando que eles buscam treinar o algoritmo com base em dados para identificar um grande "salto", de popularidade no caso dos tweets, e acompanhar como esse grande salto acontece. O problema, segundo Shah, é que "há mil coisas que poderiam acontecer", portanto, ele e o aluno têm deixado que "os dados decidam".
Em seus experimentos, a dupla montou um treinamento do algoritmo definindo 200 assuntos no Twitter que mostravam popularidade e outros 200 que não. Em tempo real, o sistema mostrou 95% de acertos em relação às publicações. Mas Shah diz que a precisão do sistema deve melhorar conforme se aumentem as especificações de treinamento do algoritmo quanto à quantidade de dados a serem considerados, o que significa necessidade de mais recursos de computação.

sábado, 3 de novembro de 2012

JoVE: Uma Revista em Vídeos de Experimentos Científicos


Na área cientifica existe um sistema de vídeos chamado de JoVe que é a sigla para Jornal de experimento visuais. 

O JoVe foi lançado em 2007 e vem crescendo desde então. Sua proposta é apresentar dicas de experimentos científicos de forma visual, ou seja, em vídeos.

Os autores dos estudos enviam o artigo com um vídeo em anexo, quando os editores científicos da revista aprovam o artigo, uma equipe de escritores que trabalham para o projeto ajuda os cientistas a traçar um roteiro de gravação para suas animações, gráficos, conteúdo e finalmente é filmado para ser publicado no site da revista.

O conteúdo fica então disponível para o acesso da comunidade cientifica. Acesse o JoVe em: http://www.jove.com/

Fonte: JoVe

terça-feira, 16 de outubro de 2012

MIT: Lápis para desenhar circuitos eletrônicos funcionais


O MIT (Instituto Tecnológico de Massachussets) desenvolveu um tipo de lápis que pode ser usado para, literalmente, desenhar circuitos eletrônicos. Com a mina feita de grafeno, o lápis permite que terminais metálicos sejam ligados num circuito por nano partículas de grafeno, que podem servir como condutoras de energia. Nesse sentido, o lápis do MIT permite que você desenhe resistores.



Em um lápis normal a mina é feita de grafite. De maneira bem básica, o grafite nada mais é do que um composto obtido com a sobreposição de diversas camadas de grafeno. O lápis do MIT é feito com grafeno e a grande diferença da mina deste lápis para o grafite comum é a de que, neste caso, o grafeno está concentrado em um único nanotubo. Comprimido dessa forma, o grafeno acaba se comportando de maneira bem similar ao grafite. A única diferença é que, nesse caso, ele tem propriedades condutivas de energia.
Essa particularidade do “grafite” feito com um único nanotubo de carbono permite que, quando você faça um risco numa superfície, esteja, na verdade, traçando um circuito eletrônico, como um filamento de cobre no PCB de uma placa. O risco será composto de um único filamento de nanotubos de carbono.
O grafeno é altamente condutivo. Mas com a adição de algumas substâncias, como a amônia, o material tende a sofrer alterações dramáticas no seu comportamento quando submetido a uma corrente elétrica. Com amônia, o grafeno para de conduzir energia, o que aumenta a sua resistência, fazendo do nanotubo um resistor comum.
Há alguns anos, grafeno vem sendo usado dentro de circuitos eletrônicos, mas pela primeira vez se vislumbra uma realidade onde nanotubos do material podem ser facilmente aplicados e produzidos. Até aqui, seu uso ou era proibitivo do ponto de vista financeiro, ou simplesmente redundava em enormes riscos, dada a necessidade de se dissolver o material em químicos pesados. O lápis de grafeno do MIT abre a perspectiva de uso simplificado, sem riscos e muito mais barato da tecnologia.
Fonte: Extreme Tech


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Ataque invadiu cerca de 4 milhões de modems banda larga no Brasil

Segundo especialista, crackers utilizaram falha existente em modelos mais vendidos no Brasil e alteraram configurações para conduzir internautas a sites falso.


Milhões de internautas brasileiros foram vítimas de um ataque que invadiu e alterou as configurações de modems DSL (banda larga), fazendo com que as visitas ao Google ou Facebook, por exemplo, fossem redirecionadas para sites falsos. Essas páginas, por sua vez, infectavam o micro com malware capaz de roubar dados bancários.
O ataque infectou mais de 4,5 milhões de modems DSL, disse o analista de malware da Kaspersky Lab no Brasil, Fabio Assolini, em post no blog da empresa.
A vulnerabilidade explorada pelos crackers permitia o uso de um código (script) simples para roubar senhas e acessar remotamente a configuração dos modems. A alteração fazia com que, ao digitar um site, como www.meubanco.com.br, o internauta fosse parar em um site clonado, que injetava um código malicioso no sistema.
"Esse golpe, em ação desde 2011, explora uma vulnerabilidade de firmware, dois scripts maliciosos e 40 servidores DNS maliciosos. Ele afeta seis fabricantes de hardware, resultando em milhões de internautas brasileiros vítimas de um ataque em massa contínuo e silencioso", diz Assolini. 
Tempestade perfeitaO expert disse que o ataque em massa foi o resultado de uma "tempestade perfeita", provocada pela omissão de uma variedade de elementos-chave, incluindo provedores, fabricantes de modem, e da Anatel, agência que aprova os dispositivos de rede, mas não testou a segurança de qualquer um dos modems (no entanto, não é atribuição da agência fazer essa verificação).
Ainda não está claro quais fabricantes e modelos de modem são suscetíveis aos ataques. Assolini explica que a vulnerabilidade, divulgada no início de 2011, parece ser causada por um driver de chipset em modems que usam hardware Broadcom.
O expert não sabe exatamente quando, mas crackers começaram a explorar a falha com sucesso contra milhões de modems brasileiros. Além de apontar os dispositivos para servidores maliciosos DNS, eles também mudaram as senhas de dispositivo para tornar mais difícil para as vítimas consertarem a alteração.
fb_dsl
Site-clone do Facebook pede a instalação de plugin malicioso
Os ataques foram registrados em modems de seis fabricantes, dos quais cinco são populares no Brasil. "A negligência dos fabricantes e dos provedores e a ignorância dos órgãos oficiais do governo criaram uma" tempestade perfeita, permitindo aos cibercriminosos atacar à vontade", escreveu o especialista.
Somente um dos 40 servidores DNS usados ​​no ataque - a maioria fora do País - revelou que mais de 14 mil vítimas o acessaram. Assolini exibiu uma conversa online em que um dos crackers disse ter ganhado "mais de 100 mil reais" e que iria usar o dinheiro em viagens para o Rio de Janeiro na companhia de prostitutas.
ProteçãoComo o golpe atinge os modems, não há muito o que o usuário comum possa fazer para evitá-lo. Uma dica é atualizar o firmware do dispositivo - para isso, veja as instruções no manual. Se você desconfiar que está visitando um site clonado - por exemplo, o Facebook ou o Google pede para instalar um plugin - veja como resetar o modem para as configurações de fábrica.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Radar de precisão para uso na indústria


Um grupo de físicos do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, na Alemanha, mostrou que o radar pode ser uma ferramenta imbatível nos laboratórios e nas fábricas.
A determinação precisa de distâncias é cada vez mais importante nos mais diversos processos industriais, seja para controlar robôs ou tornos de precisão, seja para produzir componentes ultraminiaturizados, como os MEMS.
 
Sistemas de medição
O mais comum nesses casos tem sido utilizar réguas de vidro, sensores indutivos ou sistemas de medição a laser. As réguas de vidro têm boa precisão, alcançando uma resolução na faixa dos micrômetros - mas são rígidas e caras demais para uso diário.
 
Os sensores indutivos medem as distâncias usando um campo magnético, trabalhando sem contato, o que elimina o desgaste, mas são lentos, não conseguindo fazer muitas medições em sequência. Os lasers também fazem medições muito precisas, mas não são muito adequados para ambientes industriais, onde poeira, umidade e variações de luminosidade podem impedir as medições ou restringir sua qualidade.
 
Um radar pode funcionar em qualquer situação, mesmo em meio à poeira e neblina. Mas, como são usados sobretudo para monitoramento do clima e da qualidade do ar, ou para localizar aviões, nunca ninguém deu muita importância à sua precisão.
 
Radar para medição
O professor Nils Pohl e seus colegas desenvolveram agora um sistema de radar de alta precisão, tendo em vista o campo específico da metrologia como alvo de aplicação.
 
O radar metrológico bateu todos os recordes, medindo distâncias com uma precisão de um micrômetro, ou um milionésimo de metro - um fio de cabelo humano tem entre 40 e 60 micrômetros de diâmetro.
 
Em comparação com os sistemas de medição a laser, o radar de precisão não é apenas barato, como tem a vantagem de medir posições absolutas.
 
Além disso, a precisão foi aferida em medições feitas no espaço livre, de objetos com vários metros de extensão, o que mostra que a técnica não apenas supera largamente o laser, como é adequada para aplicações industriais.
 
Segundo os pesquisadores, quando o sistema de medição por radar chegar pela primeira vez às fábricas, ele já deverá ter uma precisão ainda maior, porque eles continuam trabalhando nesse sentido.

Fonte: CIMM

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Lâmpadas LED´s: Gerenciamento Térmico, o calcanhar de Aquiles

Engenheiros e projetistas se esforçam para conseguir formas adequadas de proteção dos led´s de iluminação contra o desgaste prematuro devido às condições térmicas às estes led´s são submetidos. Assim, o design das iluminárias a led não devem apenas fornecer um desenho elegante, mas também, condições para prover uma extensão da vida útil da iluminação de estado sólido.

Hoje, cerca de 20% a 50% de toda a energia produzida em todo o mundo é utilizada para iluminação. Com o crescimento da população mundial, tem-se duas soluções: ou se constrói mais usinas de geração de energia elétrica, o que também leva à necessidade de redimensionar a rede de distribuição de energia elétrica, demandando, muitas vezes, problemas de impactos ambientais, custos, e outros. Ou, se utiliza a energia já disponível de forma mais eficiente, o que é uma solução melhor. Para  isto, os sistemas de iluminação à led contribuem e muito.

Os leds surgiram nos anos 70, quando foram mais usadas na substituição de lâmpadas incandescentes utilizadas como indicadores luminosos. Hoje, tem-se sistemas a led´s capazes de fornecer 100lumens/watt.

O problema com os Led´s

As lâmpadas incandescentes, chegam a desperdiçar até 90% da energia consumida gerando radiação infravermelha acima dos 700nm de comprimento, conforme se vê no diagrama abaixo.


Os led´s sofrem de um problema diferente. A geração de energia luminosa ocorre quando um elétron ao atravessar a barreira de potencial na junção P-N, se recombina com uma lacuna do outro lado, gerando fótons. Nisto, o elétron perderá mais ou menos energia, dependendo dos materiais dopantes utilizados para se obter os semicondudores P e N, implicando em maior ou menor frequência da luz emitida, respectivamente. A frequência, por sua vez, implica na cor da luz emitida. No entanto, grande parte dos fótons gerados na junção P-N não são emitidos, recombinando-se gerando perdas na forma de calor. Outra fonte de geração de calor é devida ao fenômeno chamado de Deslocamento de Stokes que ocorre na camada de fósforo do revestimento interno da lâmpada led. Esta camada é utilizada para deslocar a luz azulada gerada na junção do led para o branco. Este calor deve ser conduzido para longe da junção do led, ou este sofrerá danos.

Os led´s raramente se danificam catastroficamente como nas lâmpadas incandescentes. Geralmente, se degradam lentamente, afetando a emissão de fótons oque, por sua vez, ocasiona perda do fluxo luminoso gerado. Como forma de medida de vida útil, utiliza-se o L70 (Live to 70%), que é o tempo que a lâmpada led leva para atingir 70% do fluxo luminoso original.

 O sucesso de uma lâmpada led está atrelado ao design que considere a dissipação adequada do calor gerado. Um exemplo, é a lâmpada da figura no início desta postagem que possui um dissipador térmico passivo PAR38, projetado pela LedEgin, Inc..



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